Aquele beijo é o culpado
Aquela conversa o início
A frontalidade… Sentimentos por ambos sentidos
E por fim descobertos.
Descobrir-te a ti, foi quase tão
Difícil e impensável como Vasco da Gama descobrir a Índia!
O desejo, a vontade, a dor e o sofrimento
Ouvidos naquelas palavras ditas
Naqueles beijos, ainda, hoje apaixonados…
Enquanto se tenta adormecer
Olhares… “olhos lindos”
Que agora a minha memória não apaga
E, se transformam em saudade.
O teu olhar penetrante
Dá vontade de sempre mais!
Hipótese facultativa: lembrar-te ou esquecer-te
Porém o teu olhar remete sempre para a
Segunda hipótese, já tomada como verdade adquirira.
O amor é assim e sempre o soubemos
Mas o teu toque, o teu cheiro, o teu beijo não
Me sai da cabeça. Não te esqueço.
Os sentimentos deambulam rápido demais
E aquela vontade de te ter
Aumenta a cada segundo!
Esquecer um amor, paixão, mas nunca uma amizade
É o correcto talvez… pois, tal como tu…
“Perdi a capacidade de sentir”.
Olhar para o lado e ter odio por tudo aquilo que respira
Por tudo o que mexe e por tudo aquilo
Que é inanimado. Não têm culpa, eu sei mas
A dor de não te ter aumenta o ódio e
A dor de perder o teu olhar.
Queres outra hipótese facultativa?
Entregar-me a quem me ama… de verdade,
Não amando, vivendo na mentira
Tal como me fizeram a mim
Porque é que eu me sinto tão
Culpada de o fazer aos outros?
Eu respondo-te…
Porque não consigo estar com ninguém
Sabendo que eras tu quem deveria estar á minha frente.
Porque não consigo olhar para os olhos de ninguém
Vendo os teus. Querendo que fosse
O teu fixo olhar olhando para o meu.
Precisas de mais explicações?
A tua maturidade, o teu jeito de ser, o teu simples
Caminhar, carinha de homem grande, o teu cheiro,
O teu abraço apertado esse necessário carinho, o teu beijo.
Queres saber se tenho duvidas ou certezas?
Muito simples… olha para dentro de ti
E aí encontrarás a resposta.
No entanto, não me faças nunca perguntas
Do tipo “sim” ou “não”, porque
A cabeça das mulheres não funciona assim.
Um “sim” ou “não” obrigam sempre uma mulher
A “assinar” um contracto em que se compromete
A viver na mentira enquanto
Não encontra outra saída repentina!
Saudades de ti, saudades tuas, saudades de ti
De facto, marcas-te! E continuarás a marcar sempre.
Mesmo sem capacidade para sobreviver ou sentir…
Sinto que algo sinto… por ti!
Pensava eu que os anjos não existiam
E no meio de tudo ou no meio do nada
Sinto que sinto Santos que me protegem
E de quem tanto gosto!
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