Quero-te aqui, a meu lado sempre,
Sinto-me só, abandonada
Desgostosa com a vida, talvez
Porque me falta o teu carinho
Porque não te tenho e sinto saudades
Sinto saudades sim!
Sentir é a única certeza que me leva a dizer
Que, ainda, estou
viva. Já que a ti
Que tanto procuro nem te conheço
Não sei quem és nem onde estás
Muito menos se algum dia vais aparecer.
Já tenho idade suficiente para saber
Que o mito do príncipe com o seu cavalinho branco
Não existe, não passa disso mesmo… De um mito!
Mas quero-te, hei-de encontrar-te seja onde for
A esperança já não é muita e a força também não.
Contudo, continuo á tua espera, mesmo sem saber
Se vale a pena continuar nesta busca sem fim.
Quem serás tu? Quando aparecerás para animar
Esta alma tão vazia que só em ti pensa?
Que tanto te ilustra e te deseja?
Mas não te vê! Lágrimas inconscientes
E incontroláveis me sufocam, correm pelo rosto abaixo
Em direcção á terra para onde eu também irei um dia
Tal como este choro que se infiltra pelo solo,
Também eu, um dia as
acompanharei.
Mas só depois de parar de viver
Em ilusões e te encontrar para passar pela experiencia
Daquilo a que chamam de felicidade
Nem que seja apenas por segundos ou algumas horas.
Espero encontrar-te um dia,
Cara metade, já que todo o ser ingénuo , o ser comum
Diz que todos temos uma!
Tambe3m eu gostaria de encontrar a minha
Adianto já que te amo… mesmo sem saber quem és
Mas se o amor é o principio de tudo…
Então pronto, eu amo-te,
Mesmo estando a mentir para mim própria
Não deve ser assim um pecado tão grande dizer o que não
sinto
Já que há tantos anos moras no meu pensamento.
Sei que é apenas aqui que tens vida…no meu pensamento
E digo isto porque nunca te vi, nunca te tive
Nunca senti um amor, nem o significado
Dessa palavra tão banal que toda a gente usa,
Só eu não percebo porque…
Se algum dia quiseres aparecer, eu estou aqui
Se não chegares… a ilusão continuará e,
A busca avança.
O destino… o meu fado ditará tudo o resto!
Sem comentários:
Enviar um comentário