Hoje olho a lua e dou-me conta de que ela é tua
Eu já não a possuo, já não tenho nada em comum a ti.
Tudo o que era nosso desapareceu.
Excepto o sentimento que ainda nos une (talvez).
Talvez sintas o mesmo que eu
Talvez me provoques por diversão,
Mas não te tenho, não te vejo, não te toco...
E nem sei se quero.
Sou uma desilusão, tu és uma desilusão
Um mero livro cheio na minha triste vida
Que tento em vão transformar numa página vazia.
Não te ter custa
Pensar em ti faz doer...
Porque pensa um ser sensível? Porquê?
Porque somos nós tão fracos e não apagamos livros cheios das nossas vidas
Tornando-os apenas numa página branca e vazia?
Errei... Errei porque te conheci... Porque me deixei levar
Um beco sem saída, uma história de vida simplesmente para esquecer.
Não me atrais, não me seduzes, és-me indiferente
É o que eu quero nessa página que sei que jamais chegará.
Esquece-me por favor, que eu farei tudo para te esquecer (talvez)
Não me fales, não me olhes, e eu não voltarei a sentir o teu respirar
As tuas dores, anseios e desejos que tanto tempo partilhámos juntos.
Apaga-me e eu apagarte-ei. Não te quero conhecer mais minha eterna desilusão.
Pára de entrar nos meus pesadelos
Morre e eu morrei sem rezar pela tua inútil alma.
Desiste, desaparece e eu desistirei e desaparecerei também (contigo).
A felicidade é algo que não te desejo, porém, desejar o teu mal...
É desejar o meu!
Morre que eu morro também minha vida.... Miseráveis!
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