quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Finjo o fado

Ficar ou desistir?
Fugir de ti ou continuar fingindo que te amo?
Nunca te amei, não vou amar
Foste o meu porto de abrigo
E por isso te agradeço!
Agora chega! basta!
Não quero este desespero que me rói por dentro 
Esta tristeza que me mata por fora
Porque és quem eu não quero...
De fugir tenho medo
Se fingir sigo um misto de sentimentos comigo
Ilusão... pura ilusão
Que te arrastas e te opões sobre meus pensamentos.
Óh lua deixa-me ver-te!
Quero falar-te
Mas eles não me libertam...
Tu afastas-te, ele junta-se sem permissão
Tenho tudo menos o que não tenho
Anseio o que quero sem lhe tocar.
Choro, sofro e vivo pelo que não vejo
E...eis-me aqui continuamente prisioneira de ti...
Meu fado aterrorizador!




Sofia Canelo

2 comentários:

  1. Desperta em quem o lê o sentido de identificação própria, assim como nos prende até ao seu final na incerteza dos medos e incertezas da autora, muito bom fiquei fã!!

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  2. Obrigada André L! Claro que tinhas de ficar fã. é um agarrar numa história sem fim e os poemas postados não começam pelo inicio, assim que estiverem postados mais alguns perceberás tantas coisas... passado, presente e futuro num só!

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